Silva Jardim esconde os números da terceirização de pessoal

Prefeitura não diz quanto já paga efetivamente por cada trabalhador contratado através de OS

Ao suspender, em agosto de 2017, o pregão aberto pela Prefeitura de Silva Jardim para contratação de uma Organização Social (OS), para fornecer mão de obra ao município, o Tribunal de Contas do Estado não ajudou em nada, pois o prefeito Anderson Alexandre pode, sem problemas, contratar o vencedor da licitação suspensa. Único participante do certame, o Instituto de Desenvolvimento Social e de Saúde de São Pedro da Aldeia (Idespa) vem atrasando os salários dos trabalhadores e gerando insatisfação. O mês de janeiro, por exemplo, ainda não foi quitado e assim como o contrato com o Idespa não está disponível no Portal da Transparência como manda a lei, também não há nada que diga se as exigências do TCE em relação ao certame foram cumpridas ou não, nem sobre os valores pagos ao Instituto por cada contratado.

Em agosto do ano passado o silvajardim.com revelou que enquanto um vigia dos quadros efetivos da Prefeitura de Silva Jardim recebia salário líquido de R$ 1.112,39 o prefeito Anderson Alexandre se propunha a pagar R$ 8.719.20 por cada um dos trabalhadores que seriam recrutados para esta função através do Idespa, que venceu a licitação com valor global R$ 16.114.645,20. Na época a vereadora Ana Kelly da Silva Xavier alertou o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público sobre o pregão e o TCE determinou a suspensão de todo o processo até que o edital fosse auditado e aprovado.

Segundo a ata do Pregão Presencial 59/2017 – realizado no último dia 11 de agosto pela Secretaria Municipal de Administração – o Instituto de Desenvolvimento Social e de Saúde de São Pedro da Aldeia receberia, por mês, R$ 1.028.865,60 pela alocação de 73 vigias diurnos e 45 noturnos, enquanto um mesmo número desses trabalhadores (118) custaria aos cofres públicos R$ 131.262,02.

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