‘Blocão’ pode ser pedra no caminho da prefeita de Silva Jardim

Segundo e terceiro colocados no pleito de 2016 podem dar as mãos em 2020

À espera de uma decisão judicial que pode encurtar o mandato da prefeita Maria Dalva Silva do Nascimento, a Cilene (foto) e, consequentemente, de uma possível eleição suplementar, a oposição em Silva Jardim pode se tornar única, unindo quem foi adversário em 2016 numa proposta de reconstrução do pequeno município do interior fluminense, abalado por escândalos, com denúncias de corrupção, fraudes em processos licitatórios e crimes eleitorais que resultaram em prisões para um ex-prefeito, dois vereadores e ex-secretários.

O que se comenta nos ambientes políticos da cidade é que a ex-vereadora Zilmara Xavier e o empresário Valber Tinoco, com apoio do produtor rural Henrique Gouvea, poderão estar num mesmo palanque numa possível na eleição suplementar ou no pleito de 2020, numa aliança que se pretende forte o suficiente para varrer do mapa político da cidade o grupo do ex-prefeito Anderson Alexandre.

Nas eleições de 2016 Zilmara disputou a Prefeitura pelo PR e somou 4.515 votos. Valber concorreu pelo PSDB e obteve 2.354. Hoje não se fala em quem seria a cabeça da chapa, mas em união para reerguer a cidade.

Falta de transparência – Vice de Anderson Alexandre – que renunciou em março de 2018 para disputar um mandato de deputado o qual não conseguiu assumir até hoje –, Cilene ainda não conseguiu implementar sua marca e está pendurada por conta do uso de uma unidade móvel de saúde em uma ação em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, vista pelo Ministério Público Eleitoral como em favor da campanha do ex-prefeito, além de ter tido o diploma de vice-prefeita cassado pela Justiça, em decisão tomada pelo juízo da 63ª Zona Eleitoral, numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral proposta pelo Ministério Público. Nesse processo há um recurso a ser julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral, e esse julgamento poderá resultar numa uma eleição suplementar.

Anderson Alexandre governou de janeiro de 2013 a 31 de março de 2018, e dos escândalos com denúncias de corrupção e fraudes em processos licitatórios, sua administração foi marcada também pela falta de transparência. Há pouco mais de um ano no cargo, Cilene está indo no mesmo caminho em relação à falta de informações sobre os gastos da municipalidade.

Quem acessa o site oficial do município a procura dos contratos com fornecedores e prestadores de serviços firmados a partir de 2018 não encontra nada. Também não há dados completos sobre os processos licitatórios já realizados, muito menos atas de registros de preços. Quanto ao boletim oficial do município, só estão disponíveis no sistema duas edições: uma de janeiro e outra de fevereiro.

Cassação – Em janeiro deste ano a hoje prefeita teve o diploma de vice-prefeita cassado pela Justiça, em decisão tomada pelo juízo da 63ª Zona Eleitoral.  Na mesma ação estão citados os vereadores Adão Firmino de Souza, Roni Luiz Pereira da Silva e Jazimiel Batista Pimentel, o Miel da Biovert, além de Anderson Alexandre. O ex-prefeito e Roni foram presos no dia 30 de novembro do ano passado, acusados de serem peças importantes de um esquema de que teria sido montado na Prefeitura para fraudar licitações.

Novo processo – Também em dezembro do ano passado Maria Dalva e o ex-prefeito Anderson Alexandre foram denunciados pela Procuradoria Regional Eleitoral. Eles foram acusados de disporem de uma unidade móvel odontológica em favor da campanha do ex-prefeito a deputado estadual, com base numa operação feita em julho de 2018 por fiscais da Justiça Eleitoral, que apreenderam, na garagem da empresa de ônibus Redentor, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, a unidade móvel, que lá estava prestando atendimento em um evento.

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