Candidato da aliança PSB-Rede, Campos critica Dilma e o PT

Campos lançou o programa de governo nesta terça-feira (5) / Zeca Ribeiro
Campos lançou o programa de governo nesta terça-feira (5) / Zeca Ribeiro

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, se apresentou como nome de oposição ao atual governo na sucessão presidencial e afirmou que é possível derrotar a aliança que está no poder. As críticas ao governo Dilma forma feitas durante os 40 minutos de discurso em que se apresentou como candidato a presidente da República e lançou as diretrizes do programa de governo da aliança PSB-Rede.

Para Campos, a percepção de que o “País saiu do trilho” levou o PSB a tomar uma decisão mais dura. “Dizer que esse pacto social novo que está no seio da sociedade brasileira não tolera mais esse velho pacto político que mofou e que não vai dar nada de novo e de bom ao povo brasileiro. Não há nesse País, em nenhum recanto onde possamos andar, ninguém que ache que mais quatro anos do que está aí vai fazer bem ao povo brasileiro”, disse o candidato.

Ainda no discurso, o governador pernambucano disse que as pessoas que estão no governo se desesperam com a perspectiva de perder. “E eles vão perder.”

Aliado do governo até setembro de 2013, Campos comandou a saída do PSB da gestão Dilma e prega a necessidade de se avançar nas conquistas das administrações Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Na terça (4), Campos disse que a sociedade brasileira tem noção de que o País vai mal. “As pessoas estão vendo que o País parou, que o País saiu do trilho em que vinha. Que com idas e vindas, acertos e erros, o Brasil estava avançando no sentido de acumular conquistas na vida das pessoas, sobretudo das pessoas mais pobres. Mas, de repente, a sensação da freada, a sensação do desencontro, da falta de acolhida às ideias”, disse. acrescentando que falta liderança à presidente para enfrentar os problemas do País, o que a leva a se queixar de crises no exterior que acabam por afetar o Brasil.

Para o candidato da aliança PSB-Rede, as conquistas sociais foram muito importantes, mas a solução dada a elas pelo governo atual é errada, porque não se pensa em protegê-las com o crescimento economia. “É como enxugar gelo. Não há política social que faça efeito sem desenvolvimento. É o que estamos vendo agora: crescimento do analfabetismo, emprego perdendo qualidade, País perdendo competitividade. Vamos legar o quê para as futuras gerações deste País?”

Indagado depois sobre a dureza de seu discurso após o fim da cerimônia, respondeu: “Vai ser assim, Eu vou para a luta política”.

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