Compra de remédios pela prefeitura de Araruama vira caso de polícia

A secretaria de Saúde, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores precisam esclarecer algumas dúvidas da população. O Município comprou ou não medicamentos com data de validade vencida e se comprou por que ainda manteve esses medicamentos em seu estoque? Mais: porque os vereadores cientes do problema engavetaram pedido de CPI a respeito?

Tais indagações foram motivos suficientes para os vereadores Gabriel Vargas Santos, José Antônio Barroso, Oliveira Batista, Valéria Cristina e Maria da Penha registrassem boletim de ocorrência na delegacia de Araruama na quarta-feira (14). Horas antes, acompanhados de policiais do Grupo de Apoio a Promotoria, verificaram no almoxarifado da Secretaria de Saúde 80 caixas de medicamentos com prazo expirado, entre os quais Miosan, Cetrolac, Eprex, Ritalina e Leponex. Segundo os vereadores tais medicações deveriam ser recolhidas e não poderiam estar no almoxarifado para distribuição. Os lotes de medicamento foram interditados pelo MP. Segundo os vereadores, a secretária de Saúde Ana Paula Bragança relatou que a quantidade de medicamentos fora da validade era “mínima”. Questionada sobre a documentação referente a compra de medicamentos, Ana Paula disse aos vereadores que disponibilizaria todas as informações em 20 dias.

Suspeitas antigas 

A suspeita de que lotes de medicamentos estivessem com prazo de validade vencida (perto do fim) veio à tona em janeiro deste ano. Fiscais da prefeitura teriam apurado que  a Secretaria Municipal de Saúde  adquiriu um lote de Amoxicilina por meio de uma nota de empenho feita em novembro de 2017. Tudo estaria legal se a então secretária,  Claudia Tavares, observasse que  os medicamentos destinados à farmácia popular não podem ter prazo inferior a 12 meses da data de entrega do produto. Nesse caso, a Amoxicilina adquirida em novembro tinha prazo de validade para março de 2018.

Os Fiscais da prefeitura, inclusive, pediram que uma CPI fosse instalada pelo presidente da Câmara Carlos Alberto Siqueira, o Russo, também em março deste ano; mas a prefeita Lívia Bello, com ampla maioria dos vereadores se safou das investigações. Apenas um vereador, Claudio Noberto, votou a favor. Na ocasião, o vereador José Antônio se absteve.

Alheia a tudo, Lívia Bello, encontra-se em Portugal, curtindo o feriadão.

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