Funcionário terceirizado de Silva Jardim fica no ‘ora veja’

Salário atrasado já virou rotina e Prefeitura esconde o contrato da terceirização

 Responsável por fornecer mão de obra para vários setores da administração municipal de Silva Jardim, o Instituto de Desenvolvimento Social e de Saúde de São Pedro da Aldeia (Idespa) está deixando muito a desejar com os trabalhadores contratados. Os funcionários reclamam de constantes atrasos nos salários e de falta de condições de trabalho. O Idespa começou a operar no município no dia 2 de outubro e em dezembro fez várias demissões, sem, entretanto, devolver as carteiras de trabalho, segundo vários deles afirmam. Na Prefeitura a informação é de que os repasses para o Idespa estão em dia e que não há motivo para atrasos. Os trabalhadores não sabem em quem acreditar e eles tem motivo para isso, pois o contrato firmado com o Instituto vem sendo mantido em segredo e no Portal da Transparência não há nenhum registro dos pagamentos feitos ao Idespa, fato comum na gestão do prefeito Anderson Alexandre (foto).

 “A situação está muito difícil. Eu ainda estou trabalhando, mas não consigo receber”, diz uma contratada. Ela pode até não saber, mas o processo da terceirização de mão de obra aberto pela Prefeitura de Silva Jardim em junho do ano passado está marcado por uma série de denúncias. Inclusive o Tribunal de Contas do Estado chegou a suspender a licitação por suspeita de irregularidades, mas ai já era tarde: o certame foi vencido pelo Instituto de Desenvolvimento Social e de Saúde de São Pedro da Aldeia, que aparece na ata como único concorrente de uma licitação com valor global estimado em mais de R$ 16 milhões.

No dia 28 de agosto do ano passado o jornaldosmunicipiosrj.com.br chamou a atenção pelos valores definidos pela Prefeitura em favor do Idespa, muito acima dos salários pagos aos servidores da municipalidade. Um vigia dos quadros efetivos da Prefeitura recebia em 2017 o salário líquido de R$ 1.112,39, mas o prefeito Anderson Alexandre decidiu pagar R$ 8.719.20 por cada vigia recrutado através do Instituto.

Segundo a ata que registra o resultado do Pregão Presencial 59/2017,  realizado no último dia 11 de agosto pela Secretaria Municipal de Administração – o Idespa receberia em um mês R$ 1.028.865,60 pela alocação de 73 vigias diurnos e 45 noturnos, enquanto um mesmo número desses trabalhadores (118) custaria aos cofres públicos R$ 131.262,02, cerca de sete vezes menos que o valor aprovado. Pelo que consta na ata o Idespa forneceria a mão de obra de 680 trabalhadores nas funções de auxiliares de cozinha, cozinheiro, servente, vigia, porteiro, recepcionista, zelador e motoristas.

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