Gabinete de Marcia Jeovani movimentou em uma ano 2,1 milhões segundo relatório do Coaf

Em dezembro do ano passado, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgou relatório sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas de servidores e ex-servidores da Alerj. Todas essas pessoas eram ligadas a deputados estaduais eleitos no período 2014 a 2018. Entre as movimentações suspeitas constam algumas feitas por servidores ligados ao gabinete da ex-deputada Marcia Jeovani (foto).

O relatório do Coaf apontou que funcionários do gabinete dela movimentaram um total de R$ 2,1 milhões no período de um ano – janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Sobre isso, Marcia disse por meio de nota que “não possui acesso à conta bancaria de cada funcionário de seu gabinete” e que está apurado as informações veiculadas na imprensa.

Mulher do ex-prefeito de Araruama, Miguel Jeovanni (2012 a 2016) – que chegou a ser afastado do cargo por seis meses por suspeita de fraudar licitações da merenda escolar– Marcia não se reelegeu no pleito passado. Sua passagem pela Alerj (2015 a 2018) foi marcada por polêmicas.

Em abril de 2015, votou a favor de Domingos Brazão para o cargo vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em março de 2017, Brazão foi preso pela Policia Federal juntamente com outros quatro conselheiros do TCE, suspeito de participar de um esquema de desvio de verba pública.

Ainda em 2017, Marcia votou pela revogação da prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. Eles são acusados de pertencer a um esquema criminoso que contava com a cooperação de servidores públicos, incluindo alguns do TCE, grandes empresários e donos de empresas de ônibus.

Marcia Jeovanni foi a primeira mulher da Região dos Lagos a se eleger deputada estadual. Eleita em 2010 pelo PR com 34.870 votos, obteve pífia votação em 2018, quando obteve 19.062 votos. Atualmente e a terceira suplente do DEM.

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