Juíza nega pedido de prisão preventiva para deputado estadual por Silva Jardim

Wanderson Gimenes é acusado de fraudar licitação para favorecer empresas

A juíza da comarca de Silva Jardim, Daniela Corrêa, negou pedido de prisão preventiva do MP contra o deputado estadual Wanderson Gimenes e outras três pessoas, supostamente envolvidos em esquema de fraudes em licitação ocorrida em 2013, quando Wanderson era prefeito do município.

O Ministério Público pediu também a prisão Viviany Guimarães de Fonseca Alexandre – mulher de Wanderson – Glauco Moraes Azevedo e Sandra Trugilho, o que também foi negada.

Outras dez pessoas também foram arroladas na denúncia do MP e que virou Ação Penal Pública: Luís Gustavo Correa de Mello, Mansuel Pires Xavier, Tiago de Souza Gomes, Glauco Moraes Azevedo, Miguel Ângelo Montenegro, Vanda Eunice Montenegro, Alexandre dos Santos Peixoto, Denise Bueno Peixoto, Claudia Celeste Meireles da Silva e Valtélio Duarte Barbosa.

As investigações promovidas pelo MP se iniciaram em 2013. Os acusados teriam feito “prévio ajuste para frustrar o Pregão 01/2013 com o fito de favorecer as empresas Terra Nova Produções e Eventos LTDA, Atha Comércios e Serviços LTDA ME e CRV Comércio e Serviços LTDA EPP”. Os contratos firmados chegaram a R$ 270 mil.

Todos os acusados foram proibidos de deixar Silva Jardim por mais de dez dias sem ordem judicial, assim como alterar seu endereço residencial. Também estão impedidos de frequentar a Prefeitura para evitar contato com testemunhas. Além disso, não podem fazer qualquer tipo de contratos com o Município.

Wanderson, Viviany, Glauco e Sheila foram condenados a pagar fiança de dez salários mínimos em 48 horas, sob pena de prisão em caso de descumprimento. Todos também tiveram suspensão da função pública e da atividade econômica.

Na época dos fatos, Viviany era Chefe da Casa Civil, Luiz Gustavo (secretário de Administração), Mansuel (secretário de Turismo), Tiago (diretor municipal de Turismo), Glauco (presidente da comissão de licitação e pregoeiro) e Sheila (procuradora municipal). Segundo a denúncia, eles se associaram a Miguel e Vanda – donos da Tendas e Companhia RJ LTDA; Claudia – proprietária da Atha Comércio-, e Valtélio – proprietário da empresário CRV.

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