Justiça suspende atividade de jornal em Silva Jardim

Proprietário é acusado de se beneficiar em licitação fraudulenta durante governo do ex-prefeito Wanderson Gimenes

Devido à suposta participação em uma quadrilha que fraudou licitação em 2014, o Jornal Boa Semente que circula em Silva Jardim e municípios adjacentes, teve sua atividade suspensa. Seu proprietário, Alexandre Fernandes, é acusado pelo Ministério Público de ter recebido no período de 2015 a 2018 cerca de R$ 1,3 milhão após ser favorecido em licitação considerada fraudulenta pelo MP em 2014.

De acordo com o MP, uma quadrilha foi formada no governo do ex-prefeito Wanderson Alexandre Gimenes com objetivo de fraudar licitações. A associação criminosa seria integrada pelo procurador-geral do Município à época, Guilherme de Mello Lopes; o subsecretário de Comunicação Social, Sormani Pereira da Silva; o assessor do Gabinete, Cláudio Renato Rocha da Silva; o pregoeiro Jorge Luiz de Araújo e Tiiers da Silva Rangel, representante da Ala Editora e Promoções LTDA (Jornal Folha da Terral).

Esses acusados teriam “frustrado a licitação”, no caso o Pregão número 45/2014, para a escolha do jornal que publicaria os atos oficiais da prefeitura de Silva Jardim. O objetivo era favorecer Alexandre, do Boa Semente. Na ocasião, segundo o MP, o empresário apresentou a menor proposta em relação aos concorrentes, mas mesmo assim saiu-se vencedor. Para isso, segundo a denúncia, teria se valido de declaração falsa em documento público e emissão de notas fiscais de serviços não prestados em sua totalidade.” O objetivo seria a aprovação de notas de empenho para o pagamento”.

_O desvio de recurso público acarreta danos inestimáveis à população, notadamente em municípios com baixa arrecadação como Silva Jardim. A verba deixa de ser aplicada em segmentos de suma importância como Educação e Saúde, causando prejuízos às camadas mais carentes da sociedade, enquanto outras pessoas estão desfrutando de verba em proveito próprio ou de terceiros.

Penas – Alexandre Fernandes, Wanderson, Claudio Rocha, Guilherme Mello , Jorge Luiz e Tiers da Silva Rangel foram também proibidos de deixar Silva Jardim sem autorização judicial por dez dias. Da mesma forma não podem alterar seus respectivos endereços.

Os acusados também estão proibidos de entrar em qualquer instalação da prefeitura – para evitar contatos com testemunhas arroladas – assim como fazer contato direito ou indireto com testemunhas arroladas no processo.

Todos estão proibidos de contratar com entidades públicas e terão que pagar fiança de 100 salários mínimos sob pena de prisão. Além disso, a juíza determinou a suspensão da função pública, da atividade econômica assim como o bloqueio de bens.

Quanto ao ex-prefeito Wanderson, que se elegeu deputado estadual no ano passado, a decisão foi remetida à Alerj, para que no prazo de 24 horas decida se suspende ou não da função parlamentar.

A decisão cabe recurso e os réus tê; m 10 dias para apresentar defesa.

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