Royalties aliviam um pouco Magé, Guapimirim e Silva Jardim

Os três municípios tinham perdido mais de 60% dessa receita e começaram a receber atrasados

Rafael Tubarão, Zelito Tringuelê e Anderson Alexandre estavam contando moedas para pagarem as contas

Desde fevereiro raspando as gavetas para conseguirem pagar as contas, os prefeitos de Magé, Guapimirim e Silva Jardim estão respirando melhor. Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, Jocelito Pereira de Oliveira, Zelito Triguelê e Anderson Alexandre receberam ontem uma boa notícia de seus tesoureiros: caiu uma parcela referente aos valores que desde fevereiro vinham sendo retidos pela Agência Nacional do Petróleo, o que havia reduzido os repasses dos royalties para esses municípios em 60%. Para conseguirem rever os créditos os prefeitos tiveram de ir várias vezes à Brasília e recorrer à Justiça. Valeu apena: Magé recebeu R$ 6.859.550,84, Guapimirim R$ 5.932.584,51 e Silva Jardim R$ 4.820.224,92.

“Tivemos de fazer malabarismo para não deixar a máquina administrativa parar. Aqui não atrasamos um mês de salário se quer. O salário de junho foi pago na sexta-feira, no exato quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado”, comemora Rafael Tubarão.

Para se ter ideia do tamanho do problema bastar pesquisar os repasses feitos em fevereiro, março, abril, maio e junho. Magé, por exemplo, que recebia em média R$ 3,9 milhões por mês, teve no mês passado um crédito de apenas R$ 1.596.870,83, ainda menos que Guapimirim, que teve uma transferência de R$ 1.693.653,74, enquanto Silva Jardim recebeu em junho R$ 854.375,80.

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