Santa Maria Madalena paga a seu prefeito salário de cidade grande

Ele administra um dos municípios mais pobres do estado do Rio de Janeiro e ganha mais que o governante da rica Volta Redonda, que tem universo populacional 26 vezes maior

Santa Maria Madalena tem pouco mais de 10 mil habitantes, é uma das cidades mais pobres do Rio de Janeiro e está na 83ª posição no estado em relação ao número de moradores, mas o prefeito Carlos Alberto de Matos Botelho, o Beto Verbicário (foto), recebe subsídio de gestor de cidade grande, ganhando mais, por exemplo, que o prefeito Elderson Ferreira da Silva, o Samuca Silva, de Volta Redonda, cidade que se encontra na 10ª colocação. De acordo com a Lei Municipal 2017 de 24 de junho de 2016, o subsídio do prefeito de Madalena para o período de 2017 a 2020 foi fixado em R$ 21 mil, enquanto a Câmara de Vereadores de Volta Redonda (que tem 260 mil moradores) aprovou vencimento de R$ 17.440,00 para o gestor local durante o mesmo período. Se Santa Maria Madalena ultrapassa Volta Redonda no quesito salário de prefeito, perde feio no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal medido pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Segundo a pesquisa, Madalena ocupa a 78ª posição no IDH-M, enquanto Volta Redonda está em 4º lugar.

Pelo que conta da Lei Municipal 2017, que foi publicada na edição 283 do boletim oficial do município, o subsídio do vice-prefeito Antonio Marcus de Oliveira Costa, o Marquinho Pascoal, é de R$ 10,5 mil e os secretários municipais recebem R$ 5.690,00. Já o salário do prefeito de Volta Redonda foi definido no dia 29 de agosto do ano passado, numa mesma resolução que estabeleceu o ganho do vice-prefeito em R$ 8.618, o dos vereadores em R$ 9.916,75, os mesmos valores que foram pagos entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016.

Porém, se R$ 21 mil para o prefeito de uma cidade pequena e pobre como Santa Maria Madalena já representam um absurdo, imaginem R$ 32.910,92 mil, valor da proposta original apresentada através do Projeto de Lei 024 de 25 de maio de 2016, que só não foi aprovado porque parte da sociedade local se mobilizou.

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