Silva Jardim: prefeita cassada deixa dívida com a previdência dos servidores: sete parcelas de um débito de R$ 2,8 milhões estão em atraso

Concorde ou não a direção do órgão, as contas do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Silva Jardim, pequeno município do interior do estado do Rio de Janeiro, estão precisando de mais transparência. A preocupação de um grupo de servidores que já era grande em relação ao IPSJ, aumentou bastante a partir da matéria Silva Jardim está com o Certificado de Regularidade Previdenciária vencido há mais de dois anos, revela órgão do governo federal.

Mais conhecida na cidade como Cilene, Maria Dalva saiu da Prefeitura deixando sete parcelas em atraso, conforme mostra o sistema de Acompanhamento de Acordo de Parcelamento da da Secretaria de Políticas de Previdência Social

Além de cinco pendências apontadas pelo Cadprev, dados da Secretaria de Políticas de Previdência Social, órgão do governo federal (confira aqui), mostram que Prefeitura não está honrando o parcelamento de uma dívida de R$ 2.838.306,15 acumulada pela retenção de contribuição patronal até 2016, acordada para ser quitada em 60 meses.

O acordo de parcelamento começou a valer no início de 2017. Foi firrmado pelo então prefeito Anderson Alexandre, que deixou o cargo em abril do ano passado para disputar um mandato de deputado federal. Ele foi sucedido pela vice-prefeita Maria Dalva Nascimento, a Cilene, que teve o mandato cassado e saiu deixando pendências acumuladas.

Há dias o elizeupires.com vem tentando saber sobre possível retenção de contribuições patronais para a previdência dos servidores por parte da Prefeitura, que fez silêncio sobre o assunto.

No último dia 17, por exemplo, com o intuito de contrapor o conteúdo da matéria Falta de transparência na previdência de Silva Jardim causa preocupação: último balanço disponível é o de setembro de 2015, na qual foi apontada a falta de clareza sobre os investimentos no mercado financeiro e seus dividendos, e o fato de até aquele dia o último balancete mensal disponibilizado no site do IPSJ era o do nono mês de 2015, a presidente da autarquia, Rosilane Brum, enviou uma mensagem na qual se dedicou mais à tentativa de desqualificar a matéria do que em explicar alguma coisa.

Ela enfatiza um patrimônio de R$ 103 milhões investidos no mercado financeiro, sem entretanto, tecer qualquer comentário sobre as parcelas em atraso, informar se as contribuições atuais estão sendo transferidas ou revelar quanto as aplicações feitas com dinheiro dos servidores já rendeu até agora.

Parcelamento não honrado – Hoje, passados 11 dias desde a primeira matéria, um documento do governo federal aponta que existem pelo menos sete parcelas do débito negociado em atraso do débito, e outra vence exatamente nesta segunda-feira (28).

Segundo o setor de Acompanhamento de Acordo de Parcelamento da Secretaria de Políticas de Previdência Social, a última parcela referente a um acordo firmado com o IPSJ na gestão do prefeito Anderson Alexandre paga pela agora ex-prefeita prefeita Maria Dalva Silva do Nascimento, a Cilene – que deixou o cargo na última sexta-feira (25) por conta da cassação de seu mandato – é a que venceu no dia no dia 28 de janeiro deste ano. Ela foi quitada no dia 14 de fevereiro, com a transferência de R$ 56.497,64, diz o documento.

De acordo com o sistema de Acompanhamento de Acordo de Parcelamento, existem sete parcelas pendentes, no total de mais de R$ 421 mil, soma correspondente ao período até 24 de outubro deste ano, só que hoje está vencendo mais uma parcela, está no valor de  R$ 59.712,09.

O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Silva Jardim e da direção do IPSJ.

Fonte elizeupires.com

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