STJ mantém preso deputado eleito pelo Solidariedade

Ex-prefeito de Silva Jardim é acusado de comandar uma organização criminosa integrada ainda pelo presidente da Câmara de Vereadores da cidade

Preso desde o dia 30 de novembro sob a acusação de comandar uma organização criminosa supostamente montada para fraudar licitações no município de Silva Jardim – do qual foi prefeito até 31 de março do ano passado – e com pedido de cassação tramitando na Justiça Eleitoral, o deputado estadual eleito pelo Solidariedade, Wanderson Gimenes Alexandre (foto), o Anderson Alexandre, teve habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça. A posse dos deputados está marcada para o dia 1º de fevereiro, mas ele tem mais dois meses de prazo para assumir o mandato, isso se seu registro de candidatura não for cassado.

A mesma decisão atingiu o presidente da Câmara de Vereadores, Roni Pereira da Silva, o Roni da Alexandre, que teve a situação agravada com mais um decreto de prisão. Além do ex-prefeito e do ex-vereador permanecem presos Cláudio Renato Rocha da Silva, ex-assessor-chefe de Anderson e Jorge Luiz Araújo, nomeado como membro da equipe de apoio e substituto eventual do pregoeiro da Comissão Permanente de Licitações (CP) da Prefeitura, onde teriam ocorrido as fraudes investigadas pelo Ministério Público.

Além de Anderson estão presos um deputado e o primeiro suplente da coligação PTB/Solidariedade, Marcos Vinicius, o Neskau e Jairo de Souza Santos, o Coronel Jairo.

De acordo com a denúncia apresentada à Justiça pelo Ministério Público, Anderson Alexandre, Roni, Cláudio Renato e Jorge Luiz “teriam montado organização criminosa voltada para esquema de arrecadação de vantagens ilícitas, a partir da solicitação de valores espúrios a empresários, em troca da celebração de contratos com o município, por meio de fraudes em processos de licitação”.

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