Alexandre Nero é destaque na Globo

Considerado um dos principais artistas da emissora, o ator é o vilão de “Nos Tempos do Imperador” e também pode ser revisto em “Império”

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Todo o talento de Alexandre Nero também pode ser conferido na edição especial de “Império”, que a Globo está exibindo em horário nobre e na qual ele deu vida ao Comendador José Alfredo / Alex Carvalho-RG

Não é de hoje que Alexandre Nero é um dos queridinhos da Globo. Agora mais ainda, uma vez que todo o seu talento pode ser visto em duas produções de destaque na emissora. Na inédita “Nos Tempos do Imperador”, que estreou na última segunda-feira, e na edição especial de “Império”, na qual viveu o poderoso Zé Alfredo.

Mesmo depois de seis anos da exibição original de “Império”, o Comendador José Alfredo ainda está na memória do público. Além de a trama ter sido um grande sucesso, vencedora do Emmy Internacional de Melhor Novela em 2015, marcou a carreira de Alexandre Nero. “As pessoas se encantaram com o Comendador. Mais do que um divisor de águas na minha carreira, ele provocou um verdadeiro tsunami”, afirma o ator.

Lembrando que no ano passado a Globo também exibiu uma edição especial de “Fina Estampa”, na qual Nero deu vida ao motorista Baltazar, que era chamado “carinhosamente” de “Zoiudo” por Crodoaldo Valério, o Crô (Marcelo Serrado), outro sucesso na carreira do artista.

E como todo bom folhetim tem seu grande vilão, em “Nos Tempos do Imperados” o responsável por agitar a vida dos protagonistas é Tonico, papel de Alexandre Nero. “Ele é um personagem ficcional, mas talvez seja o mais real da novela. Esse cara está aí, eventualmente em mim, em nós… Talvez seja o personagem mais sem dualidade que eu já fiz. A gente sempre tenta humanizar os personagens para que as pessoas percebam os dois lados, porque ninguém é só bom ou só malvado. Mas, ele é a personificação do mal, o que é bacana para a novela que ele seja. É importante que fique claro que ele fala coisas tão absurdas que não tem como defender”, ressalta Nero. Tonico é um desafeto de Dom Pedro II (Selton Mello). Quando ainda eram crianças, ele agrediu o imperador e foi expulso da Corte por desrespeitá-lo. Com raiva da atitude do filho e por perder regalias no governo, o Coronel Ambrósio (Roberto Bomfim) mandou o menino para Pernambuco, onde passou anos estudando e se formou em Direito. Seu colega de turma e único amigo é Nélio (João Pedro Zappa), filho de João Batista (Ernani Moraes) e Lota (Paula Cohen), e irmão de Bernardo (Gabriel Fuentes), que vivem em Pindamonhangaba, mas sonham com títulos de nobreza. Tonico viveu sem a presença materna e distante do pai. Ao longo dos anos, carregou um sentimento de inveja por Dom Pedro II e sempre usou Nélio para se dar bem, inclusive nos estudos. Ainda acredita que um dia tomará o lugar de Dom Pedro II e se tornará o imperador do Brasil, como se isso fosse possível. Ainda na adolescência, Tonico foi surpreendido por um acordo entre seu pai Ambrósio e Eudoro (José Dumont), outro coronel da região, que negociaram o casamento entre os filhos por interesses pessoais, com o objetivo de aumentar o número de terras na região e somar forças. Com isso, Pilar (Gabriela Medvedovski) se tornou sua noiva, e se aproxima a data de voltar para oficializar a união. Mas, ao chegar à fazenda do pai, depois de anos em Recife, Tonico se depara com ele morto, fato que o desestrutura e muda seus planos. A partir disso, ele passa a dedicar toda a sua energia para ir atrás do homem acusado de matar seu pai, sem saber que se trata de Jorge (Michel Gomes), seu irmão bastardo. Mas, os objetivos de se tornar deputado pela Bahia e de se casar com Pilar continuam como prioridades e guiarão seus atos na trama.

Alexandre Nero apareceu pela primeira vez nas novelas fazendo o quitandeiro Vanderlei, em “A Favorita”, produzida e exibida pela Globo no ano de 2008. O ator tem sua trajetória artística intimamente ligada ao teatro e à música; ele é o idealizador e criador da “Associação dos Compositores da Cidade de Curitiba”, fundada em 1994 e contabiliza inúmeros trabalhos em espetáculos de música, no teatro, na televisão e na dança.

Alexandre Nero nasceu na cidade de Curitiba, em 13 de fevereiro de 1970; foi integrante do “Grupo Fato” e quando atuava na banda “Maquinaíma” foi “descoberto” durante uma badalada apresentação em 2008, numa famosa casa noturna da capital paranaense. Ganhou contrato com a Globo e desde a novela “A Favorita”, não parou mais de atuar, mas sem deixar a carreira de músico de lado.

Logo que encerrou o seu trabalho em “A Favorita”, ganhou o papel de Terêncio, no remake de “Paraíso”. O personagem era amigo do protagonista da história, Zeca, interpretado por Eriberto Leão; o ator se deu bem, tanto que ganhou um dos principais personagens em “Escrito Nas Estrelas”, também exibida na faixa das seis da tarde. Depois desta novela, continuou em cena, participando de seriados e especiais na Globo, até que foi escalado para “Fina Estampa”; estava novamente em horário nobre e com um grande desafio pela frente: interpretar Baltazar, um homem rude e que espancava a sua mulher, Celeste, vivida por Dira Paes. Em 2012, foi convidado por Glória Perez para atuar em “Salve, Jorge”, novela na qual interpretou o personagem Stênio, um advogado vaidoso que vivia às turras com sua ex-esposa Helô, interpretada por Giovanna Antonelli. Depois veio “Além do Horizonte”, interpretando o personagem Hermes, mais conhecido como o Luminoso Mestre. Também brilhou em “Império”, “A Regra do Jogo”, “Filhos da Pátria”, entre muitas outras participações especiais em atrações da Globo.

Quanto à música, um dos últimos álbuns do ator foi “Vendo Amor”, lançado em 2011.

Com atuações em vários filmes, pode-se destacar o longa “Super Crô – O Filme”, lançado em 2013, no qual Alexandre reviveu o personagem Baltazar, o Zoiudo, que o consagrou em “Fina Estampa”.

Enfim, Alexandre Nero faz parte do seleto grupo de atores que ainda mantém contrato fixo com a Globo, sendo um ator multifaces e talentoso e que nasceu para brilhar.