Defeso da Lagoa de Araruama começa neste sábado

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Está proibida a pesca na lagoa de Araruama desde o sábado 1º até 31 de outubro deste ano. A medida visa garantir o período de reprodução das espécies a fim de manter um suprimento de peixes e evitar a pesca acima da capacidade de reposição.
Para amenizar o impacto financeiro na categoria, o INSS vai pagar aos mais de 600 pescadores profissionais de cinco cidades no entorno da Lagoa de Araruama o “Seguro Defeso” durante os três meses, no valor de um salário mínimo (R$ 1.045) por mês.
Uma das novidades para o defeso deste ano é o andamento da proposta para a separação do defeso da Lagoa de Araruama em duas partes, sendo uma exclusivamente para a pesca do camarão, e outra para os peixes.
O debate ocorre no âmbito do Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João, mais especificamente na Câmara Técnica de Pesca e na recém criada Câmara Técnica de Gerenciamento Costeiro. A solicitação está tramitando no Ministério da Agricultura e vem sendo tema de debates no processo de revisão do Marco Regulatório da Pesca do Camarão no Brasil, promovido pelo Projeto Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante da Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe (REBYC II – LAC).
O presidente do Comitê Lagos São João, Leandro Coutinho, afirma que parte dos pescadores demonstrava resistência ao defeso quando ele foi implantado, em 2013, mas que, com os resultados positivos, atualmente a grande maioria é favorável.
“No começo, alguns pescadores eram contrários ao defeso. Acontece que, após o defeso, a quantidade e a qualidade do pescado melhoram muito. Então os pescadores foram vendo essa melhora e agora a grande maioria é a favor e sabe que é importante. Temos essa demanda pela mudança no período do defeso do camarão, que é uma solicitação justa e que está sendo encaminhada pelo Comitê. Enquanto isso, é importante que todos continuem respeitando esse período, porque a lagoa se recupera muito bem”, defende Leandro.
Ele lembra que, pelo segundo ano consecutivo, o Comitê dará suporte às equipes de fiscalização, fornecendo cotas de combustível para automóveis e embarcações, além de ítens de segurança náutica e protetor solar, entre outros, com verba captada junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FUNDRHI).