Eleição suplementar de Silva Jardim: Pedida impugnação de Maira e Marcos Soares

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A menos de um mês da eleição suplementar marcada para o dia 12 de setembro, o município de Silva Jardim segue com seus imbróglios eleitorais. A Coligação “Silva Jardim de Verdade” acionou a Justiça para impugnar o Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários (DRAP) apresentado pelo PROS, encabeçado por Maira Branco.
De acordo com a representação, no DRAP do PROS “houve violação ao dever de boa-fé” por parte do parte do partido. Por isso, os candidatos da legenda a prefeito e vice-prefeito, respectivamente Maira Branco Monteiro e Marcos João Soares, devem ficar de fora das eleições deste ano, no entender dos advogados Eduardo Damian e Marcio Alvin, que assinam a petição.
O curioso é que os problemas de 2021 têm início no processo eleitoral das eleições municipais de 2020, eivada de irregularidades e que culminou na marcação de um novo pleito em setembro deste ano. O DRAP de 2020 apresentado pelo PROS foi rejeitado porque a comissão executiva do partido não estava vigente na data da convenção partidária, ocorrida em 15 de setembro daquele ano.
Isso levou o TRE a indeferir o candidato a prefeito Jaime Figueiredo, o mais votado no pleito daquele ano, já que rejeição do DRAP enseja à ausência de filiação partidária seis meses antes do pleito, condição basilar de toda candidatura a cargo político.
Mesmo derrotado no TRE, Jaime e o PROS apelaram para a instância máxima, o TSE, o que possibilitou concorrer às eleições e mesmo com todos os reveses eleitorais vencer as eleições de 2020 de forma surpreendente, mas a alegria durou pouco e Jaime foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Agora Jaime, numa jogada típica política, lança sua mulher como candidata, cujo nome adotado é “Maira de Jaime”.
“Mesmo que os candidatos Maira Branco Monteiro e Marcos João Soares não tenham participado da eleição de 2020, resta claro que, diante das nuances ora expostas, o PROS não pode participar da eleição suplementar do próximo dia 12 de setembro na cidade de Silva Jardim”, encerram na petição, os advogados da coligação “Silva Jardim de Verdade”.
Ou seja, mais um imbróglio eleitoral a vista.