Silva Jardim: chapa apoiada pelo ex-prefeito das prisões e escândalos é formada por vereador e coronel da Polícia Militar

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Fifico e Wolney concorrem pela coligação PSD, PTB, Solidariedade, MDB e Republicanos

O vereador Norcivan Correia Valviesse, o Fifico, é o candidato do PSD à Prefeitura de Silva Jardim, tendo como companheiro de chapa o ex-comandante geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias. Entretanto o apoio declarado pelo deputado estadual Anderson Alexandre preocupa alguns aliados. É que Anderson – que governou a cidade até 31 de março de 2018 – estaria com o “filme queimado”. Ele foi preso por denúncias de fraude em processo de licitação aberto para contratar uma empresa para manutenção da rede de iluminação pública da cidade e investigado em vários inquéritos pelo Ministério Público, além de ter sido denunciado por supostos crimes eleitorais.

Em agosto Fifico usou as redes sociais para confirmar o apoio do ex-prefeito. Ele disse ter se reunido com Anderson Alexandre e afirmou: “Receberei de bom grado todos os apoios, pois a política é feita de pessoas. Não precisamos de brigas, vaidades ou orgulho. Precisamos nos unir para juntos construirmos a Silva Jardim que queremos”.

Anderson Alexandre foi preso no dia 30 de novembro de 2018 em uma operação do Ministério Público com apoio de agentes da Polícia Civil. Também foi preso naquele dia o então presidente da Câmara de Vereadores, Roni Pereira da Silva, o Roni da Alexandre, que é funcionário do ex-prefeito numa rede de drogarias; Cláudio Renato Rocha da Silva, ex-assessor-chefe do então prefeito e Jorge Luiz Araújo, nomeado como membro da equipe de apoio e substituto eventual do pregoeiro da Comissão Permanente de Licitações (CP) da Prefeitura.

Segundo denúncia do Ministério Pública apresentada à Justiça, “os quatro teriam montado organização criminosa voltada para esquema de arrecadação de vantagens ilícitas, a partir da solicitação de valores espúrios a empresários, em troca da celebração de contratos com o município, por meio de fraudes em processos de licitação”. Ainda segundo a denúncia, Paulo Sérgio Fonseca Antunes, que ocupava cargo comissionado na Secretaria Municipal de Obras, e João Rodrigues de Faria, pregoeiro e presidente da Comissão Permanente de Licitação também teriam participado do esquema.

*O espaço está aberto para os citados na matéria.

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