TSE determina eleição indireta em Silva Jardim a menos de três meses do fim do governo a ser destituído, mas Câmara ainda não se movimentou

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Mais de seis meses depois de um pleito suplementar cujo candidato declarado vencedor não poderia ter concorrido por ter se filiado fora do prazo ao partido que o lançou, uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral cria ainda mais confusão na cabeça dos moradores de Silva Jardim, pequeno município do estado do Rio de Janeiro, que teve três prefeitos em menos de quatro anos. Pela decisão do TSE o interino Jaime Figueiredo terá de deixar o cargo e ser substituído por um nome a ser escolhido em votação indireta realizada pela Câmara de Vereadores. A decisão, entretanto, não tira Jaime da eleição direta a ser realizada em 15 de novembro, a não ser que sua candidatura pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS), seja impugnada.

O troca-troca de prefeito em Silva Jardim começou no dia 31 de março de 2018, com a saída de Anderson Alexandre que resolveu concorrer a deputado estadual. Ele foi sucedido pela vice-prefeita Maria Dalva Nascimento, que acabou cassada em novembro de 2019. Em seu lugar entrou o então presidente da Câmara de Vereadores Jaime Figueiredo, que, para disputar a eleição suplementar marcada para o dia 8 de março deste ano deixou o PL e filou-se ao PROS, pois o seu partido de origem já tinha um nome para concorrer.

Jaime venceu a eleição suplementar, mas seus votos não foram validados, pois ele estava inelegível por ter se filiado ao PROS fora do prazo mínimo de seis meses estipulado pela legislação eleitoral. Deste então ele vinha se mantendo no cargo sustentado por liminar, mas agora terá de deixar a cadeira de prefeito.

A decisão do TSE está datada de 30 de agosto, só foi conhecida na semana passada e até ontem a Câmara de Vereadores não havia se movimentado no sentido de eleger o novo prefeito.

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