Vaticano, religião e cultura seculares

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Basílica de São Pedro, vista do Rio Tevere; estando no Vaticano não deixe de apreciar a beleza da maior igreja do Cristianismo e um dos locais cristãos mais visitados do mundo / GB Imagem

O Vaticano sempre esteve lotado de turistas e fiéis, mas em março, uma imagem chocou e rodou o mundo. Em uma Praça de São Pedro completamente vazia, algo inédito na milenar história da Igreja Católica, o Papa Francisco realizou a bênção extraordinária Urbi et Orbi, na intenção do fim da pandemia do novo coronavírus. Devido a pandemia e quarentena imposta para combatê-la visitas ao centro mundial da Igreja Católica está comprometida. Mas, como a pandemia um dia há de passar vale a pena sonhar e planejar uma viagem para conhecer o Vaticano.

Quase que Vaticano é sinônimo de Papa. Na verdade, a maioria das pessoas não se dá conta que o Vaticano é o menor país do globo terrestre. Isso mesmo. O Vaticano é uma cidade-estado e o menor Estado independente do mundo, encravado na zona norte de Roma. Residência oficial do Papa e sede da Igreja Católica, o Vaticano atrai a atenção de turistas dos quatro cantos do planeta.

Com uma área de apenas 0,44 quilômetros quadrados, o Vaticano está situado no meio da capital italiana, por isso não possui área costeira. A defesa da cidade-estado fica por conta da Guarda Suíça, criada em 1503, quando o Papa Júlio II solicitou proteção aos nobres suíços. A guarda suíça constitui também as forças armadas da cidade do Vaticano.

Fora da Cidade do Vaticano, o Estado possui 13 edifícios em Roma e Castel Gandolfo (a residência de verão do Papa) gozando de direitos extraterritoriais.

A cidade tem clima temperado, leve, com invernos chuvosos (de setembro a meados de maio) e verões quentes (de maio a setembro). O Vaticano não possui nenhum recurso natural, é fundamentalmente urbano e nenhuma das terras está reservada para agricultura ou outro tipo de exploração de recursos naturais. O desenvolvimento urbano é otimizado para ocupar menos de 50% da área total, ao passo que o resto é reservado para espaço aberto, incluindo os Jardins do Vaticano. O território possui muitas estruturas que ajudam a fornecer autonomia ao Estado soberano, estes incluem: linhas ferroviárias, heliporto, correios, estação de rádio, quartéis militares, palácios e gabinetes governamentais, instituições de ensino superior, cultural e de arte, e algumas embaixadas.

A economia do Vaticano é baseada na captação de donativos das comunidades eclesiais (igrejas) pertencentes à Igreja Católica, Apostólica e Romana no mundo inteiro. Outra forma de captação de recursos é com o turismo no complexo dos “Museus Vaticanos”. Não há outro lugar no mundo com tanto valor artístico e intelectual concentrado como no Arquivo Secreto do Vaticano, na Biblioteca Apostólica Vaticana e nos acervos de arte (pintura, escultura e arte sacra) das igrejas romanas.

Através de um acordo com a Itália, representando a União Europeia, a unidade monetária do Vaticano é o Euro. A população vaticana é composta por membros da Igreja, que devido às suas funções, residem lá. Além do Papa, residem e trabalham lá Bispos, Cardeais, Arcebispos e outros funcionários importantes da Igreja Católica (existe um número reduzido de cidadãos comuns). A maioria dos funcionários estáveis é italiana. Um número considerável é suíço e o restante originário de diversos países.

Evidentemente, a religião oficial é o Catolicismo e a língua oficial é o Latim, embora só seja utilizado em documentos oficiais e em rituais cerimoniais. A língua falada é o Italiano.

A cultura do Vaticano é obviamente correspondente à cultura da Igreja Católica, o seu expoente são as obras de arquitetura como a Basílica de São Pedro, a Arquibasílica de São João Latrão, a Praça de São Pedro, a Capela Sistina e a coleção do Museu do Vaticano. O palácio onde reside o Papa tem 5 mil quartos, duzentas salas de espera, 22 pátios, cem gabinetes de leitura, trezentos banheiros e dezenas de outras dependências destinadas a recepções diplomáticas.

Indo ao Vaticano não deixe de apreciar a beleza da Basílica de São Pedro, a maior igreja do Cristianismo e um dos locais cristãos mais visitados. Dentro dela cabem 60 mil pessoas e embaixo do altar está enterrado São Pedro.

Em frente à Basílica está situada a Praça de São Pedro, que foi desenhada por Bernini no Século XVII em estilo clássico com adições do barroco. Ao centro, o turista pode observar um obelisco do Antigo Egito. Quase todos os visitantes que chegam ao Estado do Vaticano visitam primeiro a Praça. É lá que o Papa celebra a Missa Pontifícia nas maiores festas da Igreja.

Outro lugar muito interessante para visitar e tirar muitas fotos é a Capela Sistina. Localizada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa, foi erigida nos anos 1475 a 1483, durante o pontificado de Sisto IV. A Celebração Eucarística de inauguração ocorreu em 15 de agosto de 1483. O local ficou mundialmente conhecido porque por lá são realizados os conclaves para a eleição do Sumo Pontífice. O teto da capela é totalmente decorado com obras de Michelangelo.

Já a Basílica de São João de Latrão, localizada na praça de mesmo nome, é a Catedral do Bispo de Roma: o Papa. Seu nome oficial é Archibasilica Sanctissimi Salvatoris (Arquibasílica do Santíssimo Salvador) e é considerada a “mãe” de todas as igrejas do mundo. Como catedral da Diocese de Roma, contém o trono papal o que a coloca acima de todas as igrejas do mundo, inclusive da Basílica de São Pedro.

Os Museus Vaticanos constituem um conglomerado de renomadas instituições culturais da Santa Sé, que abrigam extensas e valiosas coleções de arte e antiguidades colecionadas ao longo dos séculos pelos diversos Pontífices Romanos. Além destas instituições relativamente independentes entre si, das quais algumas possuem também subseções mais ou menos autônomas, os Museus Vaticanos supervisionam uma série de outros espaços dentro dos palácios da cidade do Vaticano, como galerias e capelas, que por si mesmos guardam alto interesse arquitetônico, histórico e artístico.

Por tudo isso vale planejar uma visitar o Vaticano, para assim que a pandemia passar, e se encher de cultura que remonta há vários séculos.

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